Quebrando tabus, mulheres aderem à pesca esportiva e mostram que também são boas pescadoras e não dependem mais dos homens

Concentração, paciência, força e o mais importante: silêncio. Todas características fundamentais para uma pesca esportiva bem sucedida. Porém, há quem diga que as mulheres não são capazes de manter o silêncio numa pescaria, muito menos terem força para pescar um peixe pesado. E para quebrar mais um tabu, elas mostram que também sabem pescar.
Luana em sua pescaria no Amazonas (foto de arquivo pessoal)
Luana segurando um Tucunaré em sua pescaria no Amazonas (foto de arquivo pessoal).

Luana Karine Lenz, 28, empresária, natural de Santa Catarina e adepta a pesca esportiva há três anos, conta que nasceu em uma família de pescadores, apaixonados pela natureza e desde pequena viaja com os pais para pescar. “Conheci algumas espécies de peixes, aprendi até a limpá-los para o jantar, e toda essa simplicidade e contato com a natureza só aumentou meu gosto pela pescaria. Hoje pesco por prazer, sou apaixonada e até viciada por esse esporte”, confidencia.

Luana também em sua pescaria no Amazonas (foto de arquivo pessoal)
Luana também em sua pescaria no Amazonas (foto de arquivo pessoal)
 A empresária também acredita que as mulheres vem se destacando cada vez mais na pesca esportiva e fica muito feliz com essa mudança. “Hoje vemos um número expressivo de mulheres crescendo na pesca esportiva, ainda que a predominância seja de pescadora (profissão). Mas, quebrar o tabu de que pescaria é só para homens, é fundamental para aumentar ainda mais as mulheres na pescaria”, afirma Luana.
Tainá Almeida segurando uma pirarara ao lado de seu namorado, que também carrega uma pirara (só que bem menor rs) (foto de arquivo pessoal)
Tainá Almeida segurando uma pirarara ao lado de seu namorado, que também carrega uma pirarara ( só que bem menor rs) (foto de arquivo pessoal tirada no pesqueiro Córrego da Antas em Glicério-SP)
Assim como Luana Karine, Tainá Almeida, 20, auxiliar de dentista, de Botucatu (SP), também é adepta a pesca esportiva e apesar de não ter crescido em uma família de pescadores, conheceu esse esporte de outra forma. “Conheci a pesca por meio do meu namorado, que direto saia para pescar e um belo dia ele me convidou pra ir. Me apaixonei de cara e agora vou em todas, e pego mais peixes que ele se bobear”, brinca a jovem. Tainá também acredita que as mulheres vem crescendo muito na pesca esportiva e sempre que vai aos pesqueiros, vê muitas delas dando um show na pescaria e pegando até mais do que os homens.
Tainá
Tainá praticando a pesca esportiva (foto de arquivo pessoal).
 
A jovem que participa de campeonatos de pesca, conta que aprendeu a colocar sua própria isca, arremessar, puxar a linha e hoje faz tudo sozinha, sem depender de seu namorado. Além disso, ela  acredita que a pescaria é muito mais do que pescar e soltar. “O principal benefício é descansar a cabeça, rever amigos, estar em contato com a natureza. Parece clichê, mas é delicioso sair de casa e ficar num lugar que trás muita paz e histórias, sem contar nas risadas”, confidencia Tainá.
Tainá soltando o peixe em uma de suas pescarias em Luziânia, Goiás (foto de arquivo pessoal)
Tainá soltando o peixe em uma de suas pescarias em Luziânia, Goiás (foto de arquivo pessoal)
Luana também acredita nos benefícios da pesca esportiva e mais do que isso, trabalha com a conscientização dos pescadores. “Pescar me deixa muito calma, relaxada, de bem com a vida, é uma fonte de boas energias, estar em contato com a natureza, com os peixes; é um privilégio. Nós temos muitas espécies de peixes no Brasil, de norte a sul, de leste a oeste temos rios e marés que podemos pescar mas, a Amazônia é um paraíso, uma paixão. E é importante que façamos somente isso: Pescar, fotografar e soltar. É disso que precisamos, conscientizar o pescador a devolver o peixe pra água, que é o seu lugar”, alerta a empresária.
Luana segurando uma pirarara em sua pescaria no Amazonas (foto de arquivo pessoal)
Luana segurando uma pirarara em sua pescaria no Amazonas (foto de arquivo pessoal)

Elas na TV

Mariana Braga em uma de suas pescarias do programa "Elas na pesca", da fish TV. (foto da fish TV).
Mariana Braga em uma de suas pescarias do programa “A pescadora”, da fish TV. (foto da fish TV).
E postar fotos das pescarias nas redes sociais, contar histórias, mostrar quantos peixes pegou, tudo isso também faz parte da rotina de mulheres pescadoras, e foi assim que Mariana Braga, mineira, uma das apresentadoras do programa “A pescadora”, da fish TV, foi descoberta. Mariana que já trabalhou como gerente de marketing em um shopping center, conta que a pescaria trouxe grandes benefícios para sua vida. “Eu tinha uma rotina bastante estressante e quando tinha um momento de lazer o que eu fazia era pescar, porque a pescaria pra mim é um momento de meditação , um momento de viver o presente e de ter um contato com a natureza”, afirma Mariana.
Mariana Braga em uma de suas pescarias do programa "Elas na pesca", da fish TV. (foto da fish TV).
Mariana Braga em uma de suas pescarias do programa “A pescadora”, da fish TV. (foto da fish TV).
A pescadora também acredita que as mulheres vem crescendo muito na pesca e buscando conhecer mais desse esporte. “Eu vejo que as mulheres estão cada vez mais interessadas na pesca e que elas estão se unindo também. Muitas amigas me procuram para entender o que me motiva tanto a pescar e acabam sentindo esse prazer que é pescar”, conta a apresentadora.