No post anterior comecei a contar sobre a gestação da Cecília e os medos que tivemos devido à epidemia de microcefalia que tomou conta do Brasil e de outros países. Então, bora continuar a história!

A ginecologista tinha me avisado que devido à interrupção do anticoncepcional, a menstruação poderia sofrer intercorrências com ganho ou perda de peso. No meu caso, as “regras” – como dizem os antigos – continuaram vindo, meio bagunçadas, mas presentes. No entanto, engordei três quilos em três meses, mas só me dei conta disso quando os zíperes dos vestidos não fechavam mais. Um chegou a arrebentar.

Neste momento, resolvi adotar uma alimentação saudável e ir para a academia. Matriculei-me na aula de zumba e de exercícios. Minhas participações nas aulas de dança eram um sucesso a parte. Pensa em uma pessoa sem a menor coordenação motora!

A turma inteira indo para a esquerda, seguindo o professor, e eu no sentido contrário, me acabando de dar risadas. Eu desestressava completamente e depois ia para a esteira ou levantar peso. Enfim, uma realidade completamente nova para mim que nunca tinha tirado tempo para me cuidar!

Em dezembro, me superei nas peripécias! Patinei no gelo, ou melhor, tentei. Caí e fiquei com um roxo enorme na perna. Como se não fosse pouco, no Natal pulei em uma cama elástica até ficar mole e com as pernas doendo por dias!

Mas durante todo esse tempo eu quase virei sócia da empresa que fabrica repelente (ainda tenho dois frascos em casa). Adaptei uma maleta de mão e, para onde ia, a levava cheia de repelente para mim, para colocar na parede do quarto onde ia dormir e inseticida para aplicar nos demais cômodos da casa. A neura era tanta que acabou virando um mantra. Depois que Cecília nasceu, eu senti falta desse cuidado, confesso.

Chegou 2016, e cadê a menstruação! Nem sinal, aí comecei a desconfiar que poderia estar grávida. Mas, mesmo assim, ainda demorei 10 dias para  comentar a situação com Felipe.

Agora o desfecho dessa “novela” te conto semana que vem e te garanto vale a pena!

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